Jornada Internacional de Estudos de Kierkegaard da SOBRESKI - Sociedade Brasileira de Estudos de Kierkegaard, Vol. 1, No 1 (2013)

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KIERKEGAARD E OS CONCEITOS CRÍSTICOS DE AMOR, FÉ E ESCÂNDALO.

Leosir Santin Massarollo Junior

Resumo


O objetivo do presente trabalho consiste na investigação da influência das noções de religião e de subjetividade no cerne da concepção filosófica apresentada por Søren A. Kierkegaard. O filósofo dinamarquês vale-se das concepções de fé/pecado e objetividade/subjetividade para esclarecimento de suas posições; em suas análises e conclusões observa-se influência direta da Ética e da Psicologia, já que se trata de uma investigação sobre o “eu”. Kierkegaard, a partir da síntese que constitui o indivíduo, da sua relação com a divindade e da harmonia em tal relação, afirma a existência como um constante processo de edificação. Este processo, inerente ao ato de ser, se manifestará de maneira plena apenas na subjetividade inclinada à religiosidade; o que torna a Dogmática, em muitos casos, a base da investigação kierkegaardiana. Por ser uma síntese de finito e infinito, temporal e eterno, liberdade e necessidade, a dialética do “eu” irradia tanto finitude quanto infinitude. Com esta noção, o indivíduo instaura por si o avanço da edificação, pautando-se em sua realidade de síntese condicionada à divindade. Abre-se caminho para a individualidade como arauto da verdade, como afirmação irrestrita e amor à vida. Para atingir tal afirmação, Kierkegaard dispõe da fé como derradeira paixão humana, capaz de conduzir a síntese e sublimar suas inquietações. Neste sentido, podemos compreender a filosofia proposta por Kierkegaard como o retorno do “eu” em suas implicações religiosas profundas.

PALAVRAS CHAVE: Fé, Indivíduo, Escândalo, Edificação.


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ISSN: 2357-979X