Seminário Nacional e Seminário Internacional Políticas Públicas, Gestão e Práxis Educacional, Vol. 6, No 6 (2017)

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REPRESENTAÇÕES E DEPREENSÕES DA LEITURA E DA ROÇA NAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE DOCENTES DO CAMPO

Reinaldo Alves de Santana, Ester Maria de Figueiredo Souza, Denise Aparecida Brito Barreto

Resumo


Este trabalho expõe resultados parciais de nossa pesquisa de mestrado do Programa de Pós – Graduação em Educação/PPGED/UESB, filiada ao Grupo de Pesquisa em Linguagem e Educação/GPLED. O objetivo do estudo em questão é o de depreender as representações sociais do ensino de leitura imbricadas nas práticas dos/as professores/as. Para esta comunicação, nosso propósito é o de apresentar quais representações sobre ensino de leitura e sobre a ROÇA são verbalizadas pelos sujeitos do estudo, no território escolar. Para isso, adotamos a teoria das Representações Sociais como referencial teórico balizador da presente investigação, especificamente os estudos da grande teoria (MOSCOVICI, 1978, 2013) e Jodelet (1988, 2001,2015) no que tange aos aspectos histórico-culturais das representações e de autores que tratam dos estudos dessa teoria no campo da educação tais como Vilas Bôas et al. (2012), Alvez-Mazzotti (2008) e de autores que tratam da Leitura e do Ensino de Leitura, bem como das discussões das ruralidades e da Educação do Campo.  Os dados foram gerados por meio de sessões de conversa e observação sistemática das aulas dos sujeitos colaboradores da pesquisa (03 professoras do Ensino Fundamental de duas escolas rurais do município de Vitória da Conquista/Bahia).  Utilizando a análise de conteúdo, definimos três eixos temáticos para apreensão das representações sociais, caracterizados em categorias, objetivando, desse modo, uma frequência de respostas. Na análise preliminar dos resultados, podemos incidir que a representação social do ensino de leitura parece estar objetivada, principalmente, nas questões individuais das professoras. Dessa maneira, as representações sociais das docentes acerca das práticas do ensino de leitura estão ancoradas em dois polos sociais: o da decodificação e da formação da consciência crítica. Além disso, a priori, observamos alguns traços do estranhamento com a ROÇA, a não familiarização desta, de modo que, embora conscientes da necessidade de valorizar e valorar as peculiaridades dos/as alunos/as, as professoras têm dificuldade de colocar em prática, de forma eficiente, tal perspectiva, recaindo, assim, nas velhas práticas urbanocêntricas, haja vista que as escolas em questão se delimitam em uma Educação Rural, em detrimento a uma Educação do Campo.

Palavras-chave: Educação do Campo/ROÇA. Ensino de Leitura. Representações Sociais;


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